terça-feira, 1 de março de 2011

Por favor!
Leve a minha vida,
mas não leve minha escrita.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Notícias de um mundo morno.

Esse gosto amargo que a animosidade trás a tona,
acaba enchendo os olhos e sentido de lama.
Esse gosto, trás á brecha da mente o decoro,
fingido e morto, de um tempo que não passa.

Não é falta de destreza, não é falta de vontade,
é a simplicidade revolta em medo, é a falta revolta em anseios,
é a descrença do ser pulverizado que herdou a razão a fio.
Que tornou o mundo morno e o peito frio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lição



Não que essa brisa me incomode,
mas tenho percebido sua arrogância e estupidez.
Veja, a nuvem que envolve-te é teu medo a própria sorte.
De tão fraco faz-se rústico, sem tom e envolto em palidez.

Se não se olhas seca, tão pouco mira os pés,
nem por um milhão de anos será capaz de aprender a caminhar.
Tornar-se-á criança, desprovida de inocência, buscando sua polidez,
pelo inferno e céus,vagando impotente sem Deus e sem amar.

Que a vida não lhe pise de volta suas pegadas largadas,
embora pense que a vida sempre nos reúne ao inteiro de nós,
e não afaste de si, por fina força,as pessoas que lhe são amadas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

incompleto.

Aqui na terra as coisas tem sido muito comuns.
Os mesmo sonhos singulares e incompreensíveis.
Quero construir uma casa na lua, num bairro onde moram alguns,
simpáticos e educados, vizinhos invisíveis .

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pára o tempo.


Bem que o tempo podia me soprar segredos,afinal, somos nós duas crianças de nossos dias,esperando que a velhice desses tempos nos eternize.
Então, eu convido o amigo tempo a dormir na minha casa.Brincaremos juntos de gangorra,e eu lhe contarei meus lamentos, seguidos de um pedido, feito pra implorar que leve embora meus penares.
Se o tempo me sorrir,a ele farei uma pipoca, e juntos vamos ver um filme que o recorde de seu ontem.Pularei amarelinha em tua linha, e para mais satisfeito deixa-lo eu tirarei dos ventos, e a ele darei rosas.
Então, se ele não quiser ser meu amigo, e insistir em me apressar pra que eu pule corda foguinho, eu vou me emburrar, e lhe darei trabalho me eternizando em folhas cheias de questões ignóbeis.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Fábio, camarada

Minha familia foi edificada na poesia
O pai era poeta, carregava nas costas seus sonhos,
e distribuia aos presentes.
Mas nós diviamos esperar, tanta construição um dia cessa.
A poesia, levou consigo, mas deixou pistas de como escontra-la.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ah! Os instantes...

Os instantes são completos.
Não há depois, não há futuro.
Nem a felicidade, nem a tristeza se delongam.
Os instante são o que devem ser.
Felizes ou tristes, serão sempre instantes.
São eles os compositores de um poema chamado memória.