Esse gosto amargo que a animosidade trás a tona,
acaba enchendo os olhos e sentido de lama.
Esse gosto, trás á brecha da mente o decoro,
fingido e morto, de um tempo que não passa.
Não é falta de destreza, não é falta de vontade,
é a simplicidade revolta em medo, é a falta revolta em anseios,
é a descrença do ser pulverizado que herdou a razão a fio.
Que tornou o mundo morno e o peito frio.
Quando escrevo essas palavras, que são irrelevantes para o mundo externo,sinto florescer dentro de mim um infinito, sinto que o mundo me vem as mãos.Quando por fim fecho o caderno, além das folhas secas levemente umedecidas pela tinta da caneta,fica também minha alma. Alma essa que se renova no próximo papel.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Lição

Não que essa brisa me incomode,
mas tenho percebido sua arrogância e estupidez.
Veja, a nuvem que envolve-te é teu medo a própria sorte.
De tão fraco faz-se rústico, sem tom e envolto em palidez.
Se não se olhas seca, tão pouco mira os pés,
nem por um milhão de anos será capaz de aprender a caminhar.
Tornar-se-á criança, desprovida de inocência, buscando sua polidez,
pelo inferno e céus,vagando impotente sem Deus e sem amar.
Que a vida não lhe pise de volta suas pegadas largadas,
embora pense que a vida sempre nos reúne ao inteiro de nós,
e não afaste de si, por fina força,as pessoas que lhe são amadas.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
incompleto.
Aqui na terra as coisas tem sido muito comuns.
Os mesmo sonhos singulares e incompreensíveis.
Quero construir uma casa na lua, num bairro onde moram alguns,
simpáticos e educados, vizinhos invisíveis .
Os mesmo sonhos singulares e incompreensíveis.
Quero construir uma casa na lua, num bairro onde moram alguns,
simpáticos e educados, vizinhos invisíveis .
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Pára o tempo.

Bem que o tempo podia me soprar segredos,afinal, somos nós duas crianças de nossos dias,esperando que a velhice desses tempos nos eternize.
Então, eu convido o amigo tempo a dormir na minha casa.Brincaremos juntos de gangorra,e eu lhe contarei meus lamentos, seguidos de um pedido, feito pra implorar que leve embora meus penares.
Se o tempo me sorrir,a ele farei uma pipoca, e juntos vamos ver um filme que o recorde de seu ontem.Pularei amarelinha em tua linha, e para mais satisfeito deixa-lo eu tirarei dos ventos, e a ele darei rosas.
Então, se ele não quiser ser meu amigo, e insistir em me apressar pra que eu pule corda foguinho, eu vou me emburrar, e lhe darei trabalho me eternizando em folhas cheias de questões ignóbeis.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Fábio, camarada
Minha familia foi edificada na poesia
O pai era poeta, carregava nas costas seus sonhos,
e distribuia aos presentes.
Mas nós diviamos esperar, tanta construição um dia cessa.
A poesia, levou consigo, mas deixou pistas de como escontra-la.
O pai era poeta, carregava nas costas seus sonhos,
e distribuia aos presentes.
Mas nós diviamos esperar, tanta construição um dia cessa.
A poesia, levou consigo, mas deixou pistas de como escontra-la.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ah! Os instantes...
Os instantes são completos.
Não há depois, não há futuro.
Nem a felicidade, nem a tristeza se delongam.
Os instante são o que devem ser.
Felizes ou tristes, serão sempre instantes.
São eles os compositores de um poema chamado memória.
Não há depois, não há futuro.
Nem a felicidade, nem a tristeza se delongam.
Os instante são o que devem ser.
Felizes ou tristes, serão sempre instantes.
São eles os compositores de um poema chamado memória.
Hoje, que me faça rir.
Hoje, não foi como ontem.
O sol saiu, beijou minha janela,
os abraços foram fartos neste dia,
os passos cheios de disposição,
e a visão, pouco menos deturpada.
Eu estava sentada num sofá de paz,
tomei um café de gozo,
sonhei bem tranquila meus sonhos de menina,
e ao acordar sorri um riso de indecisão,
mas não desses que partem a mente,
e sim, desses de menina moça.
Hoje o dia apagou, lavou, levou de mim a cólera,
que inclusive , me atormentava ontem.
Hoje o dia foi frio, mas a umidade cheirava a doce.
Hoje foi um dia que eternizei nessa confissão de palavras coloquiais.
O sol saiu, beijou minha janela,
os abraços foram fartos neste dia,
os passos cheios de disposição,
e a visão, pouco menos deturpada.
Eu estava sentada num sofá de paz,
tomei um café de gozo,
sonhei bem tranquila meus sonhos de menina,
e ao acordar sorri um riso de indecisão,
mas não desses que partem a mente,
e sim, desses de menina moça.
Hoje o dia apagou, lavou, levou de mim a cólera,
que inclusive , me atormentava ontem.
Hoje o dia foi frio, mas a umidade cheirava a doce.
Hoje foi um dia que eternizei nessa confissão de palavras coloquiais.
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