segunda-feira, 4 de julho de 2011

Doce condutor.

''Entenderam errado.Proibido não é olhar o outro,
é olhá-lo com olhos preconceituosos.Mas essa é tarefa difícil, que tal não olhá-lo?
Assim sobrará espaço pra si, e para os próprios preconceitos.''
Foi como um fio,o único solto de um emaranhado na mente da menina. Sentada nos bancos traseiros do ônibus ela brincava de olhar.
''Constrangedor, chega a ser insultante olhar pessoas. Elas estão ali, corpo,espírito e alma, mas não estão presentes.''
A menina percebeu seu olhar longe,sua presença física,massa espaço, mas e ela? Não estava.Ela estava em trapézios, mente à mente. Do sorriso mais doce até a mais amarga ruga, tudo era um trapézio.
"Então viver é brincar de existir. Tornar-se-á verdade um dia?
Meninas brincam de bonecas e tornam-se mães, mas e se brincam de poetas, tonam-se vivas?"
Talvez,mas o que a menina não se deu conta, é que as meninas mãe, que outrora ensaiavam em bonecas, sabiam o significado puro do que era vida, numa exuberante explosão de sentimentos que ideias jamais poderiam concretizar.O que ela não sabia é que a mente descreve o sol por que primeiro pode senti-lo queimar.A menina não sabe, pois no ônibus ainda está , que o tempo lhe ensinará a ver o que por direito pode tocar.

domingo, 19 de junho de 2011

Do que eu quero, mais que tenho.


Eu quero um domingo,
de sol ou de chuva,
que tenha gotas ou raios honestos,
sem trazer nehuma culpa,
só pra anunciar que chove ou que brilha.

Eu quero andar de bicicletas,
com as mãos viradas pro vento,
pra receber seu afago
passando por entre o cílios e dedos.

Eu quero uma jabuticaba,
colhida de uma varanda comum.
Eu quero quintais públicos,
abertos a qualquer um.

Os quintais ainda não são meus,
mas as gotas ou raios,
o vento e o afago
Passam através de mim enquanto eu falo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Anotando calafrios

Andei meio distante de mim, confesso.
Nas prateleiras e paginas, andei esquecendo o encanto desses dias,
Mas ao olhar a janela ,a luz furtada,
Refletida sob o calmo relógio do centro da cidade,
me fez rastejar de costas.
Àquela infância de queixares, aquelas horas rápidas,
desobedeciam impunes a dialética do viver,
entretanto, me deixavam claro os sentidos.
Não era difícil ser borboleta, pois ao acordar simplesmente o era,
Nunca reclamara do café com manteiga, pois refeição simplesmente o era.
Aqueles tempos guardam um segredo,
Que se perde durante a juventude,
e só volta mediante a plenitude do suor frio.
Andei meu distante, mas ando anotando as mudanças e meus calafrios.

terça-feira, 1 de março de 2011

Por favor!
Leve a minha vida,
mas não leve minha escrita.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Notícias de um mundo morno.

Esse gosto amargo que a animosidade trás a tona,
acaba enchendo os olhos e sentido de lama.
Esse gosto, trás á brecha da mente o decoro,
fingido e morto, de um tempo que não passa.

Não é falta de destreza, não é falta de vontade,
é a simplicidade revolta em medo, é a falta revolta em anseios,
é a descrença do ser pulverizado que herdou a razão a fio.
Que tornou o mundo morno e o peito frio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lição



Não que essa brisa me incomode,
mas tenho percebido sua arrogância e estupidez.
Veja, a nuvem que envolve-te é teu medo a própria sorte.
De tão fraco faz-se rústico, sem tom e envolto em palidez.

Se não se olhas seca, tão pouco mira os pés,
nem por um milhão de anos será capaz de aprender a caminhar.
Tornar-se-á criança, desprovida de inocência, buscando sua polidez,
pelo inferno e céus,vagando impotente sem Deus e sem amar.

Que a vida não lhe pise de volta suas pegadas largadas,
embora pense que a vida sempre nos reúne ao inteiro de nós,
e não afaste de si, por fina força,as pessoas que lhe são amadas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

incompleto.

Aqui na terra as coisas tem sido muito comuns.
Os mesmo sonhos singulares e incompreensíveis.
Quero construir uma casa na lua, num bairro onde moram alguns,
simpáticos e educados, vizinhos invisíveis .