Dê-me de volta
Esse amor que era meu.
Amor esse que era eu própria,
Dê-me pois sou eu.
Tantas noites perdi,
Pensando em como me doaria.
Agora que voltei à mim,
penso quão grande equivoco seria.
Ou melhor, leve-o junto a ti
Pois esse amor já não quero.
Quem sabe um dia não servirá pra salvar-te de ti.
Daqui,do corpo e d'alma jaz,expulso,
esse amor que nunca pode ser nós,
esse amor que nunca foi de uso.
Quando escrevo essas palavras, que são irrelevantes para o mundo externo,sinto florescer dentro de mim um infinito, sinto que o mundo me vem as mãos.Quando por fim fecho o caderno, além das folhas secas levemente umedecidas pela tinta da caneta,fica também minha alma. Alma essa que se renova no próximo papel.
domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
Liandre
Põe-me às sobras desse colo teu
Que eu calo esse meu choro.
Em teu dorso posso eu
Repousar de todo agouro.
Sorri-me tão desprevenida,
Que mal podes perceber,
Que teu riso é fonte infinita
De um intenso prazer.
Dos meus, que também são flores,
És a mais bonita.
Coleciona própria vida e diversos amores.
Conte com a certeza ,de no futuro ter,
Um amanha composto de frutos
Colhidos da beleza de teu ser.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Deixe-me amar-te.
Deixe-me amar-te.
Mesmo que às sombra dessa incerteza,
e na certeza de um futuro atroz,
deixe-me amar-te.
Deixe-me ver sua liberdade tingir meus ávidos olhos,
deixe-me ver-te no vapor de um café quente,
enquanto a manhã fria.
Deixe-me descrever nossas experiências
enquanto o sol nos dedilha.
Deixe-me comentar do perfume.
Deixe-me pedir que não sejas de mais ninguém
Deixe-me prender-te dentro de meu egoísmo protetor
Deixe-me abusar do sobreposto amor
Deixe-me à contradição própria de outrora,
deixe-me às sorte deste amor incomum,
deixe-me amar-te. Imploro-te.
Dê-me um sinal, que seja!
E se preciso for rogo-te por Deus e
pelos céus.
Por dois e por nós, deixe-me amar-te.
Se me deixares, prometo que será como ave branca fugida de meu peito.
Mesmo que às sombra dessa incerteza,
e na certeza de um futuro atroz,
deixe-me amar-te.
Deixe-me ver sua liberdade tingir meus ávidos olhos,
deixe-me ver-te no vapor de um café quente,
enquanto a manhã fria.
Deixe-me descrever nossas experiências
enquanto o sol nos dedilha.
Deixe-me comentar do perfume.
Deixe-me pedir que não sejas de mais ninguém
Deixe-me prender-te dentro de meu egoísmo protetor
Deixe-me abusar do sobreposto amor
Deixe-me à contradição própria de outrora,
deixe-me às sorte deste amor incomum,
deixe-me amar-te. Imploro-te.
Dê-me um sinal, que seja!
E se preciso for rogo-te por Deus e
pelos céus.
Por dois e por nós, deixe-me amar-te.
Se me deixares, prometo que será como ave branca fugida de meu peito.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Doce condutor.
''Entenderam errado.Proibido não é olhar o outro,
é olhá-lo com olhos preconceituosos.Mas essa é tarefa difícil, que tal não olhá-lo?
Assim sobrará espaço pra si, e para os próprios preconceitos.''
Foi como um fio,o único solto de um emaranhado na mente da menina. Sentada nos bancos traseiros do ônibus ela brincava de olhar.
''Constrangedor, chega a ser insultante olhar pessoas. Elas estão ali, corpo,espírito e alma, mas não estão presentes.''
A menina percebeu seu olhar longe,sua presença física,massa espaço, mas e ela? Não estava.Ela estava em trapézios, mente à mente. Do sorriso mais doce até a mais amarga ruga, tudo era um trapézio.
"Então viver é brincar de existir. Tornar-se-á verdade um dia?
Meninas brincam de bonecas e tornam-se mães, mas e se brincam de poetas, tonam-se vivas?"
Talvez,mas o que a menina não se deu conta, é que as meninas mãe, que outrora ensaiavam em bonecas, sabiam o significado puro do que era vida, numa exuberante explosão de sentimentos que ideias jamais poderiam concretizar.O que ela não sabia é que a mente descreve o sol por que primeiro pode senti-lo queimar.A menina não sabe, pois no ônibus ainda está , que o tempo lhe ensinará a ver o que por direito pode tocar.
é olhá-lo com olhos preconceituosos.Mas essa é tarefa difícil, que tal não olhá-lo?
Assim sobrará espaço pra si, e para os próprios preconceitos.''
Foi como um fio,o único solto de um emaranhado na mente da menina. Sentada nos bancos traseiros do ônibus ela brincava de olhar.
''Constrangedor, chega a ser insultante olhar pessoas. Elas estão ali, corpo,espírito e alma, mas não estão presentes.''
A menina percebeu seu olhar longe,sua presença física,massa espaço, mas e ela? Não estava.Ela estava em trapézios, mente à mente. Do sorriso mais doce até a mais amarga ruga, tudo era um trapézio.
"Então viver é brincar de existir. Tornar-se-á verdade um dia?
Meninas brincam de bonecas e tornam-se mães, mas e se brincam de poetas, tonam-se vivas?"
Talvez,mas o que a menina não se deu conta, é que as meninas mãe, que outrora ensaiavam em bonecas, sabiam o significado puro do que era vida, numa exuberante explosão de sentimentos que ideias jamais poderiam concretizar.O que ela não sabia é que a mente descreve o sol por que primeiro pode senti-lo queimar.A menina não sabe, pois no ônibus ainda está , que o tempo lhe ensinará a ver o que por direito pode tocar.
domingo, 19 de junho de 2011
Do que eu quero, mais que tenho.
Eu quero um domingo,
de sol ou de chuva,
que tenha gotas ou raios honestos,
sem trazer nehuma culpa,
só pra anunciar que chove ou que brilha.
Eu quero andar de bicicletas,
com as mãos viradas pro vento,
pra receber seu afago
passando por entre o cílios e dedos.
Eu quero uma jabuticaba,
colhida de uma varanda comum.
Eu quero quintais públicos,
abertos a qualquer um.
Os quintais ainda não são meus,
mas as gotas ou raios,
o vento e o afago
Passam através de mim enquanto eu falo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Anotando calafrios
Andei meio distante de mim, confesso.
Nas prateleiras e paginas, andei esquecendo o encanto desses dias,
Mas ao olhar a janela ,a luz furtada,
Refletida sob o calmo relógio do centro da cidade,
me fez rastejar de costas.
Àquela infância de queixares, aquelas horas rápidas,
desobedeciam impunes a dialética do viver,
entretanto, me deixavam claro os sentidos.
Não era difícil ser borboleta, pois ao acordar simplesmente o era,
Nunca reclamara do café com manteiga, pois refeição simplesmente o era.
Aqueles tempos guardam um segredo,
Que se perde durante a juventude,
e só volta mediante a plenitude do suor frio.
Andei meu distante, mas ando anotando as mudanças e meus calafrios.
Nas prateleiras e paginas, andei esquecendo o encanto desses dias,
Mas ao olhar a janela ,a luz furtada,
Refletida sob o calmo relógio do centro da cidade,
me fez rastejar de costas.
Àquela infância de queixares, aquelas horas rápidas,
desobedeciam impunes a dialética do viver,
entretanto, me deixavam claro os sentidos.
Não era difícil ser borboleta, pois ao acordar simplesmente o era,
Nunca reclamara do café com manteiga, pois refeição simplesmente o era.
Aqueles tempos guardam um segredo,
Que se perde durante a juventude,
e só volta mediante a plenitude do suor frio.
Andei meu distante, mas ando anotando as mudanças e meus calafrios.
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